Pense duas vezes antes de cruzar os braços

Pense duas vezes antes de cruzar os braços

Mariana Braga
2018-10-11
Sabemos que a maior parte da comunicação não é apenas feita através de palavras, por isso, deixamos alguns gestos que poderão ajudá-lo a descodificar o que a outra pessoa está a sentir.

É importante deixar claro que tem de haver coerência entre as palavras e os gestos utilizados. É preciso analisar o contexto em que certas posturas são tomadas. Nem sempre o mesmo gesto tem o mesmo significado.

Geralmente, barreiras com os braços revelam uma atitude defensiva. Se em crianças nos escondíamos atrás de objetos quando estávamos com medo, quando crescemos cruzamos os braços de modo firme, de maneira inconsciente, a bloquear o que sentimos como ameaça ou algo que não desejamos, por exemplo. Continue a ler para descobrir os mais variados significados deste gesto tão comum.

Cruzar os braços sobre o coração e os pulmões é uma tentativa natural de se proteger de algo que não deseja ou uma forma de bloqueio para assimilar algo. Significa que a pessoa está a sentir medo ou preocupação. Proteger os órgãos internos significa proteção vital e tocar no rosto, no pescoço ou apertar os lábios são alguns gestos que podem acompanhar este ato.

Braços cruzados sobre o peito apontam para o desejo de criar uma barreira com alguém que não nos transmite confiança. Tem um significado negativo e indica que a pessoa não concorda com o que lhe está a dizer, que está indecisa ou que não gosta de uma situação.

Agarrar os braços com as duas mãos demonstra que a pessoa se está a confortar com uma espécie de abraço a si própria. É uma atitude negativa comum em aeroportos.

Cruzar os braços firmemente é um sinal de defesa e hostilidade, e não apenas provocadora e de ataque.

Cruzar os braços com os cotovelos para fora aponta para uma forte personalidade. Isto faz com que a sua caixa torácica parece maior, transmitindo poder.

Braços cruzados com os polegares para cima geralmente indicam uma atitude de confiança. Se a pessoa com quem está a falar estiver com os polegares para cima, está recetiva ao seu discurso.

Cruzar os braços e aconchegar-se é uma forma de se tranquilizar de forma subtil. Neste caso, não se trata de um ato de bloqueio, mas sim de ansiedade.

Tocar ou segurar um objeto, enquanto fala, revela insegurança. Por exemplo, ajustar o relógio ou esfregar as mãos são exemplos de atitudes de ansiedade.

Abraçar o seu corpo é uma atitude comum em situações perturbadoras. Geralmente, é uma tentativa quase inconsciente de se confortar a si mesmo, quando se sente deslocado de um grupo ou inseguro, por exemplo.

Sentar-se com os cotovelos apoiados nos braços da cadeira sugere uma imagem forte e direta, revelando um gesto de poder.